13 de dez. de 2021

LAMENTO DO POETA

 


 

 

Onde eu vivo,
Corre rios.
Erguem-se prédios,
Enfrento desafios.
 
Chove ácido,
Cavalo de aço.
Escorre tristeza
Por todos os becos.
 
Onde eu vivo,
Secaram os rios,
Podaram as árvores,
Torrão não é chão.
 
Onde eu moro,
Choro por dentro,
Suplicas de e lamentos;
Restos de um sentimento.
 
Corro as vistas,
Vasculho a cidade
E por todo canto,
Não há esperança.
 
Crianças crescendo
Antes da hora,
Usa droga,
Pega no fuzil.
 
Nem guerra é assim
Sem flores no jardim.
Nem ficção é assim
Tudo fugindo de mim.
 
O fim é sempre o fim,
O começo já é o fim.
Lamento dizer:
O que será de nós?
 
 
 

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