Era uma linda lagoa,
Coberta por mururus.
Escondendo a sua beleza
Bem no meio da Trizidela.
Hoje é com tristeza
Que conto esta história
Um Prefeito sem gloria
Aterrou a linda lagoa.
Aquela lagoa era natureza
No meio de um bairro
E debaixo dos mururus
Escondendo a sua beleza
Pedra verde ao luar
Hibernando no verão
Casas formando colares
No meio do sertão.
Hoje não existe a lagoa
Criando peixes para alimentar
O rio
Mearim e sua população
Aterraram, fizeram construção.
Povo sem coração
Governados por gananciosos
Quão tristes vocês são
Tão tristes e saudosos!
Aquele que pensa que pode
Destruir a natureza impune
Saibas que um dia será gume
Deste castigo ninguém foge.
O rio Mearim não tem surubins
Os peixes desapareceram
A lagoa que transbordava
Agora vive submersa .
Quem tem fé e acredita
Ver o
que ninguém ver
A lagoa ficou encantada
Debaixo de um bairro.
Qualquer dia a natureza
Em turbulência e revolta
Traz à tona a sua dona
E a água
transborda.
Lagoa encantada
Feito pedra de esmeralda.
O seu verde está coberto,
Mas o seu brilho resplandece.
Em noite de luar
Feche os olhos e imagine
Bem no meio da Trizidela
Uma lagoa aparece.
Quem nunca viu a lagoa
Não sabe o que eu digo
Não sabe que o destino
Prega peça e nos ensina.
A lagoa ainda vive lá
Debaixo daquelas casas
A lagoa foi destruída,
Mas a sua história é vida.
Você que é prefeito,
E como todo mundo,
Ninguém é perfeito.
Deixe de ser ignorante.
Não destrua a natureza
Ela nasceu para ficar
Do jeito que ela nasceu
Não para ser destruída.
A lagoa precisa voltar
Para eu brincar de pedalinho
E quando ela transbordar
A população vai alimentar.
Serão peixes a nadar
Em direção ao Mearim
Para lá na cabeceira,
Procriar seus curumins.
Pare, pense no que você fez!
Quem destrói a natureza
Sabes que será a pedra da vez.
Não tem volta essa tristeza.
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