11 de abr. de 2020

GUERRA SILENCIOSA

 

Sem disparar um canhão

Sem disparar um tiro

Sem bombas nucleares

Sem aviões ou aviadores!

 

Sem mísseis transatlânticos

Sem navios ou portas aviões

Soldados ou generais

A guerra  que mata milhões!

 

O nosso inimigo biológico

Que ataca silenciosamente

Em qualquer lugar que esteja

Jovens ou velhos!

 

Ataca por vias aéreas

Como mísseis invisíveis

Penetra em nossos corpos

Destrói células, tira o fôlego!

 

 

Há muita confusão

Ninguém sabe como neutralizá-lo

Ninguém sabe como vencê-lo

Ele é um inimigo terrível.

 

Ele vem destruindo empregos

Destruindo economias e países

Destruindo família e lares!

Ele é um inimigo invisível.

 

O momento não é de achar culpados

O momento não é de procurar razões

O momento é de reflexão

Sobre Deuses e pecados.

 

Cada um nos seus lares

Fugindo do inimigo cruel

Destino que vem do céu

Para destruir nossos lares.

 

Nessa guerra todos perdem

Governantes e governados

O presente e o passado

Corpos frágeis  tombados!

 

Onde estão os nossos heróis

Solidados valentes

Generais e capitães

Onde estão todos?

 

Só vejo negociadores oportunistas

Esperando tudo acabar

Esperando os corpos perecerem

Para assumir as suas posições!

 

Todo fim tem um começo

Até onde eu conheço,

Deus já escreveu essa história

Não há heróis sem vitória.

 

A incerteza dos nossos dias

Deixa o povo mais cético

Não sabe em quem acreditar

Nos lobos ou nos cordeiros.

 

 

Há uma guerra silenciosa

Matando gente inocente

Ceifando nossos parentes

Que ninguém sabe como vencer

 

Somente a esperança vence

O resto fica eternamente no chão

Inerte, pesaroso, triste e cruel

No sepulcro as nossas vidas!


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