A minha visão do acidente com Gugu
Eu estou de férias, mas as minhas visões não tiram férias.
Passei a semana passada toda tendo visões. Quando viajei deixei meu carro com
minha filha, ela é motorista sem prática, então fiquei preocupado. Comecei ter
sonhos com batida de carro, acidente, etc. até a terça feira. Na quinta feira, dia do acidente com o Gugu, sonhei que estava andando de carona e o motorista era uma pessoa loira. A gente
estava andando por viadutos que se cruzavam entre si. Um desses viadutos tinha
uma curva bastante acentuada, ele era alto, fazia uma curva bastante fechada.
Quando a gente subia o carro saía pela tangente, sinto o carro cair no vazio,
então acordei.
Acordei pensando porque não tinha uma grade de proteção
naquele viaduto. Passei o dia pensando no sonho, como estou de férias, não
estou direto nas redes sociais e só soube do acidente com GUGU no fim doa dia.
Veja que o sonho tem tudo a ver, ele caiu no vazio ao pisar no piso de gesso do
sótão. Ao contrário do que aconteceu com Jair Bolsonaro, desta vez não tive
nenhum aviso de quem se tratava o sonho.
Naturalmente a minha relação com GUGU é zero, não
acompanhava a sua atividade e nem sabia que ele estava morando nos Estados
Unidos. Em uma visão mediúnica a proximidade com a vítima é muito importante,
quanto mais próximo eu estou da vítima, mais a visão vem com maior clareza.
Um amigo morreu e a esposa dele me liga e diz que ele havia
morrido. Acordei com a voz dela no meu ouvido, liguei pra ele e até aquele
momento ele estava bem, mas a noite ele passou mal e faleceu. O que Deus decide
ninguém pode alterar no máximo a gente pode se preparar para receber a notícia
ruim. No caso do Jair eu sabia que ele ia sofrer o atentado, sabia que foram
três facadas e que duas facadas que seriam fatais eu desviei. Portanto, sabia
também que ele não morreria. Fiz de tudo para denunciar, mas Deus não permitiu que
eu me apresentasse e contasse o que ia acontecer.
Lembro-me de que eu acordei, fui tomar café com a roupa que
dormi. Ao meio dia, depois de ligar para policia até a ligação cair, resolvi
subir. No topo da escada eu tenho dois quartos, um onde eu durmo e outro onde
fica o meu guarda roupa e faço de closet. Fiquei no topo da escada sem
conseguir dá um passo em direção ao guarda roupa, não conseguia trocar de roupa
para sair de casa para quem sabe ir à delegacia. Depois de relutar muito eu resolvi ir para
quarto onde durmo.
Desse momento em diante esqueci completamente o sonho e
somente quando chegou a hora do atentado consegui abrir o celular e acompanhar
tudo. Foi terrível para mim aquele momento e os momentos seguintes. Ainda hoje
sinto remorso de tudo, sei que fiz o que pude, principalmente espiritualmente.
Se as facadas que inicialmente Adélio desferiu em Bolsonaro tivesse acontecido,
certamente ele teria morrido. Tive a minha dor e tive o prazer de salvar o Jair
de não morrer, mas o atentado estava na sua linha do destino.
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