20 de jul. de 2019

Somos perfeitos


Escrevo aqui porque o Twitter não tem espaço suficiente para expressar uma ideia corretamente. Aqui eu escrevo sobre poesia, literatura, religião e política, então não faz mal os meus amigos correr o dedo e mudar de página. Falando sério agora, vamos falar da falta de preparação dos presidentes para lidar com a imprensa.
João Batista Fiqueredo disse que gostava muito de seus cavalos, a imprensa divulgou que ele não gosta de gente e sim de cavalos.  FHC disse que brasileiro é preguiçoso, referindo-se ao cidadão na época se aposentar ao 53 anos, a imprensa caiu de pau e disse que FHC estava denegrindo os seus eleitores, ele teve que se retratar. Lula, Dilma, ambos falavam tanta merda que na televisão só se fazia humor com as bostas que os dois falavam.
A imprensa sempre foi casuística por natureza, ela não quer publicar o óbvio, ela quer causar polêmica. O político que se incomoda com essa atitude certamente terá muitos problemas com a imprensa. Acho que para evitar esse desconforto, deveria ter um curso no instituto Rio Branco preparatório para o cidadão ser presidente do Brasil.
Veja as vantagens deste curso: evitaria muitos desentendimentos e aborrecimentos por ambas às partes.  Outra alternativa seria a imprensa apresentar as perguntas com antecedência, mas isso ela não quer fazer.  Entre os jornalistas há uma competição para quem causa mais polêmica, quem dá furo de reportagem e coisa desse gênero.
O político é um cidadão que vem do povo para representá-lo, ele não é um acadêmico, há não ser que ele tenha sido professor por muitos anos e um dia ele se tornou presidente. Com raras as exceções, a maioria dos políticos são pessoas normais e que tem na sua criação defeitos de origem. Como ele não é uma peça de fabricação, nunca tem conserto. Jair Bolsonaro não foge a regra, ele é um cidadão do povo, que conta piada, dá risada da queda na calçada, enfim esse não tem jeito.
Não aceitar a pessoa como ela é também é um defeito de origem, estamos sempre tentando corrigir os outros, mas não corrigimos nós mesmos. O ser humano repara os defeitos do próximo porque a perfeição é o sonho de consumo de todos nós. No entanto, perfeito ninguém é e nunca seremos.
Causa-me estranheza gente que estudou relações humanas ficar criticando aqui e acolá como se a perfeição fosse uma obrigação de todos. Cabe a cada um de nós olhar, entender e observar, cabe também entender que somos imperfeitos por natureza e assim a gente vai seguindo a nossa trilha.
Vejo no Twitter uma guerra de ambos os lados: Direita e esquerda, mas na verdade tudo não passa de tentativas e erros. Acho que tudo faz parte desses novos tempos. Antes ninguém me criticava porque não me conhecia, hoje criticam porque estou na internet, expondo as minhas virtudes e os meus defeitos.
A compreensão é um exercício de cidadania, um exercício de amor ao próximo, coisa que está faltando muito nesses tempos modernos. Espero com este texto contribuir para a compreensão de  nossas relações e que Deus nos ajude.

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