Escrevo aqui
porque o Twitter não tem espaço suficiente para expressar uma ideia
corretamente. Aqui eu escrevo sobre poesia, literatura, religião e política,
então não faz mal os meus amigos correr o dedo e mudar de página. Falando sério
agora, vamos falar da falta de preparação dos presidentes para lidar com a
imprensa.
João Batista
Fiqueredo disse que gostava muito de seus cavalos, a imprensa divulgou que ele
não gosta de gente e sim de cavalos. FHC
disse que brasileiro é preguiçoso, referindo-se ao cidadão na época se
aposentar ao 53 anos, a imprensa caiu de pau e disse que FHC estava denegrindo
os seus eleitores, ele teve que se retratar. Lula, Dilma, ambos falavam tanta
merda que na televisão só se fazia humor com as bostas que os dois falavam.
A imprensa
sempre foi casuística por natureza, ela não quer publicar o óbvio, ela quer
causar polêmica. O político que se incomoda com essa atitude certamente terá
muitos problemas com a imprensa. Acho que para evitar esse desconforto, deveria
ter um curso no instituto Rio Branco preparatório para o cidadão ser presidente
do Brasil.
Veja as
vantagens deste curso: evitaria muitos desentendimentos e aborrecimentos por
ambas às partes. Outra alternativa seria
a imprensa apresentar as perguntas com antecedência, mas isso ela não quer
fazer. Entre os jornalistas há uma
competição para quem causa mais polêmica, quem dá furo de reportagem e coisa
desse gênero.
O político é um
cidadão que vem do povo para representá-lo, ele não é um acadêmico, há não ser
que ele tenha sido professor por muitos anos e um dia ele se tornou presidente.
Com raras as exceções, a maioria dos políticos são pessoas normais e que tem na
sua criação defeitos de origem. Como ele não é uma peça de fabricação, nunca
tem conserto. Jair Bolsonaro não foge a regra, ele é um cidadão do povo, que
conta piada, dá risada da queda na calçada, enfim esse não tem jeito.
Não aceitar a
pessoa como ela é também é um defeito de origem, estamos sempre tentando corrigir
os outros, mas não corrigimos nós mesmos. O ser humano repara os defeitos do
próximo porque a perfeição é o sonho de consumo de todos nós. No entanto,
perfeito ninguém é e nunca seremos.
Causa-me
estranheza gente que estudou relações humanas ficar criticando aqui e acolá
como se a perfeição fosse uma obrigação de todos. Cabe a cada um de nós olhar,
entender e observar, cabe também entender que somos imperfeitos por natureza e
assim a gente vai seguindo a nossa trilha.
Vejo no Twitter
uma guerra de ambos os lados: Direita e esquerda, mas na verdade tudo não passa
de tentativas e erros. Acho que tudo faz parte desses novos tempos. Antes
ninguém me criticava porque não me conhecia, hoje criticam porque estou na
internet, expondo as minhas virtudes e os meus defeitos.
A compreensão é
um exercício de cidadania, um exercício de amor ao próximo, coisa que está
faltando muito nesses tempos modernos. Espero com este texto contribuir para a compreensão
de nossas relações e que Deus nos ajude.
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