Não quero a poesia
Rimando os chavões,
Eu quero
a poesia
Liberta dos grilhões.
Sem os velhos chavões
Dizendo o que é amor,
Falando de paixões
De saudade e de dor.
Quero a poesia
Como folhas no ar
Livre para pousar
Em qualquer lugar.
Descomprometida,
Falando de gente,
Falando da vida.
Detesto os chavões,
Detesto a falsa metáfora,
Elas só servem
Para enganar a métrica.
Laguna de um vazio
Que muitas vezes,
Apenas reflete
O quanto o poeta é solitário.
O quanto o poeta é solitário.
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