5 de set. de 2016
O nosso caos
A cidade fica vazia
São Paulo tem dias
Que a gente esquece
De tudo e desce.
Prédios e mais prédios
Juntos, completam o tédio
Gentes armazenadas,
Gentes empilhadas.
Alguns com sorte
Outros com a morte
Que vem inesperada
Em toda temporada.
A solidão das ruas
Causa medo e arrepios.
A poluição dos teus rios
É uma realidade crua.
Rezo a oração da pressa
Quero o que interessa
Que a segunda venha agitar
Que a cidade volte a gritar.
Buzinas, ambulantes
Garotos na puberdade.
Gente sem felicidade
E gente sem amantes.
Amantes desta cidade
Amantes desta tenacidade.
Alguns vão, outros vêm;
Aqui, todos vivem.
Aqui todos se entendem
No caos dos dias
No caos da poesia
Aqui todos se entendem.
Sou escritor e poeta, mas também cultivo o ocultismo. Tenho o dom de sonhar com eventos que ainda vai acontecer, faço interpretação e desenvolvo teorias espirituais.
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