28 de abr. de 2016
LEMBRANÇAS
Queimem as minhas coisas!
Não quero deixar
Nada para lembrar:
Queimem tudo!
As minhas fotos
E as minhas roupas;
Desta vida louca
Nada levarei.
A minha memória já deixei escrita
Nos meus livros, nos poemas.
Agora não há mais dilemas,
Tudo virou palavras escritas.
Depois que eu partir
Não haverá dilemas,
Somente os poemas
Falando o que vivi.
Queimem o amor
Que por ventura ficou
No coração de alguém,
Pois jaz o amor também.
Não haverá saudade
Que faça a mocidade
Voltar outra vez,
Em outra vida talvez.
Depois de sepulcro,
Ninguém será fulcro
Do meu cadáver;
Não será o seu dever.
Aqui, nesta fogueira,
Serei feliz.
Pois saberei que,
Uma vida eu tive.
Aqui, nesta fogueira,
Serei feliz.
Pois saberei que,
Outras vidas eu ainda terei.
Aqui, nesta terra,
Vivendo outra vida;
Morando em outra casa,
Vestindo outras roupas.
Queimem tudo
Que sobrou de mim:
As minhas roupas
E as minhas carnes.
Desta vida nada levarei
Para não ter o que recordar.
Pois quando aqui eu cheguei,
Eu só queria um pouco de amor!
Eu sou matéria estérea,
Pois cinzas, eu regarei o chão.
Pois eu sou espírito com artérias:
Pois vidas, outras almas terão.
Sou escritor e poeta, mas também cultivo o ocultismo. Tenho o dom de sonhar com eventos que ainda vai acontecer, faço interpretação e desenvolvo teorias espirituais.
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