2 de jun. de 2014

Socoora a socorrinha


Como é bom namorar no escurinho
Falando baixinho, fazendo carinho.
Namorar cheirando o cangote
Passando a mão no decote.

Sentindo perfume da menina
Mão por baixo, mão por cima.
Aqui eu posso, ali não!
Assim começa uma paixão.

Antigamente era assim
Tanto para você como pra mim
Hoje é muito diferente
Os jovens envergonham a gente.

Era deste jeito antigo
Que um parente amigo
Namorava no portão
Outras vezes não.

Namorava na janela
Sentado ao lado dela
No escurinho então
Veja que confusão.

Junto da janela
Deitado ao lado dela
Um belo cão
De nome leão.

A moça era da roça
Ela Jantava mandioca
Que na barrica faz gases
Veja que confusão, gases!

O amigo cheirava o cangote
Passava a mão no decote
Um vapor quente
Subia pelo cangote.

Gases de gente
Não há quem aguente
O amigo percebia
Mas a fome pedia.

Um amasso, um abraço.
Um cutucão era o disfarço
No leão no chão
Veja que confusão.

A moça soltava gases
Cutucava leão no chão
O culpava pelos gases.
Essa era a intenção.

O pobre cão incomodado
O pobre já tava ficando inchado
Com todos aqueles cutucões
Sabe, eu aqui não fico não!

Leão saiu daquela armadilha
Ele que há pouco na rodilha
Ouvia beijos e gemidos
E da parte dele só ganido.

Quando a moça soltou aquilo
Que parecia ser o último suspiro
Cutucou o cachorro com o sapato
Para disfarçar o seu ato.

Pobre moça, que agonia!
Todos lembram este dia
Porque o amigo me contou
Que leão se mandou.

O pobre cão não queria
Levar outro cutucão
Nem ser responsável
Pro mais um bufão!

Socorra a Socorrinha
A namorada do meu amigo
Ela estava com gases
Ela estava azeda.

Depois do bufão
O namoro acabou
Leão foi dormir
Longe da  confusão.

Socorra a Socorrinha
Essa linda menina
Namorava no escurinho
Tinha  um mau halito
E soltava pum!





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