3 de mai. de 2014

O que atrasa não adianta

                               Portel prado



Solidão na multidão
Chorar sem dor
casar sem amor
Não tem perdão!
E como dizia minha avó
Essa história eu sei de có
Recordar agora é em vão
Chorar não alivia o coração.

Solidão a dois é ficar só
Sofrer por perdão é ilusão
Baião de dois é sertão
Arroz, feijão e só.

Quem é vivo tenta
Viver em harmonia
E como meu pai dizia
O que atrasa não adianta.

Não adianta tentar
Dá um peteleco
Porque sem teto
É viver ao relento.

Desculpa o trocadilho
Não aperte o gatilho
A melhor arma quem tem
Quem vive sem  um  vintém.

Ninguém rouba você
Nem quer o que você tem.
Não paga imposto nem TIM
Assim eu quero ser você.

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