Rebento
Oxente, que poesia é esta
Que nasceu de repente,
Querendo imitar gente
Com a cara do poeta.
Nasceu e foi correndo
Feito curumim descendo
As ladeiras do pelourinho
Feito um redemoinho.
Que poesia eu poetizei
Que acabei de poetizar
Que tem personalidade
Que tem rima de verdade
Quer uma personalidade
Quer um nome e identidade
Quer uma nacionalidade
Quer se chamar saudade.
Toda poesia que eu faço
Ela vem na hora certa
Vem ocupa um espaço
No coração do poeta.
Ela vem gestando
Ela vem sonhando
Ela vem gostando
Ela vem cantando.
Oxente,
Que poesia é esta?
Que acabou de nascer
Ela diz que é um rebento
Que nasceu do poeta.
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