(Ao meu irmão Antônio)
Era um garoto
Que como eu
Amava os Beatles
E o Rolling Stones
Ele cresceu
E se perdeu
Em coisas
Que não sonhou
Não mais cantou
Não fez poesia
E sua vida
O que se tornou?
Era um garoto
Que sonhava ser cantor
Fazia melodias de amor
E sem querer
Do seu caminho desviou.
Ele queria ser artista
Sonhou em ser cantor
Amar-se é coisa de egoísta
Sonhar é coisa de menino.
Cadê aquele menino
Que trocava cebola
Por peteca só pra ver
O azul do céu nelas?
Cadê aquele Rapaz
Que passava brilhantina
Desdenhava das meninas
Por ser ele o mais bonito?
Aonde está o homem
Que um dia sonhou
Ser artista de televisão
Desiludido se escondeu?
Aquele menino
Está escondido
Atrás da vida
Como fez ele
Certa vez
Correndo de mim.
Aquele rapaz
Que passava brilhantina
Aonde foi parar,
Aonde ele se escondeu?
Ele casou e virou homem
Como todos os homens
Aprisionam-se na casa
No lar, na família,
Como forma de dizer:
Eu sou feliz.
Ainda há tempo
De voltar a sonhar
Se não realizar
Não foi por falta
De tentar.
Era um garoto
Que como eu
Amava os Beatles
E o Rolling Stones.
Vivia a vida sempre a cantar
E de repente ele se apaixonou
Casou, formou um lar, teve filhos
E seus sonhos foram trocados
Por coisas que ele nem imaginou.
Era um garoto que sonhava
Com o azul das petecas
Usava brilhantina nos cabelos
Desdenhava das meninas
Mas como todos os homens
Um dia ele amou, casou,
Enganou-se ou foi feliz.
Um sonho é um sonho
Assim como um abraço
Um beijo, um carinho.
Nada supera um sonho
Quando ele é realizado.
Era um garoto
Que como eu
Amava os Beatles
E o Rolling Stones.
Viveu a vida
Sempre a lutar
Por coisa que não sonhou.
Mas tem no peito
Um sentimento,
Uma paixão,
Que um dia
Pretende explorar.
Ratá-tá tá tá...
Tatá-rá tá tá...
Ratá-tá tá tá...
Tatá-rá tá tá...
Ratá-tá tá tá...
Tatá-rá tá tá...
Ratá-tá tá tá...
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