O jeitinho Brasileiro a uma maneira que temos de resolver problemas que só nós, Brasileiro temos. Acho que até a nossa independência foi feita usando o jeitinho Brasileiro. Quando a gente se encontra numa situação difícil, logo recorremos ao jeitinho Brasileiro para resolver a questão. É isto que chamamos de “jeitinho Brasileiro”.
Acho que não tem um brasileiro sequer que não tenha usado deste expediente para resolver alguma questão. Quando um ladrão entra e rouba sua casa, logo você coloca grades em todas as janelas; quando alguém passa correndo na sua rua, atropela alguém, logo a solução é colocar uma lombada; quando alguém é pego cometendo uma infração no trânsito, logo recorremos ao jeitinho Brasileiro de resolver certas questões e molhamos a mão do guarda. Essas são apenas algumas situações que nos deparamos e que é preciso usar nossa maneira de ser para resolver a questão.
Eu mesmo já usei deste expediente umas duas vezes. Digo: resolver alguma coisa com o jeitinho Brasileiro. Eu tinha um vizinho, carioca, que fazia churrasco todos os domingos e colocava pagode nas alturas. A música entrava de porta adentro de minha casa que era impossível de assistir uma TV e até tirar um cochilo.
Como eu sabia que nenhuma autoridade que eu chamasse ia resolver o meu problema e, ainda ia acirrar ainda mais a fúria do meu vizinho, fiz um muro de três metros de altura no meu quintal. O condenado nunca mais fez festa no puxadinho dele. Pois o som ficava no quintal dele. E assim a gente ficou de bem. Esse é o jeitinho que encontrei para me livrar do som alto do meu vizinho.
Outra situação que usei para resolver uma questão pra lá de complicada foi no meu casamento no civil. Acontece que meu sogro deixou para última hora para marcar o casamento no civil e só tinha hora para o dia do casamento no religioso. É sabido da superstição de que o noivo não pode ver a noiva no dia do casamento na igreja. Sabendo disso, usei a superstição para encaixar meu casamento no civil um dia antes do religioso. E assim a gente vai resolvendo os probleminhas que surgem de repente, que para outros povos não tem solução.
Remota ao tempo do império esse nosso jeito de ser. Muitos chegaram aqui com a mão na frente e outra atrás. Alguns Portugueses que não eram nobres e que vieram no tempo da colonização, conseguiram ganhar um pouco de dinheiro e logo com jeitinho conseguia ascender à corte.
Esse jeitinho foi se espalhando até virar nosso jeito de resolver as coisas. Algumas situações são de certa forma corrobora pelas autoridades, os quais estabelecem leis, normas e portarias justamente para dá margem de negociação ou deixar o cidadão em situação de desvantagem.
Ultimamente está muito em moda dizer que determinada atitudes não seja ética. Talvez seja justamente essa atitude nosso jeitinho Brasileiro de resolver as coisas. Diz-se também politicamente correto e politicamente incorreto. Isso me faz também achar que seja nosso jeito de dizer que alguém está errado. Talvez para não desagradar um determinado individuo, ou uma corrente política, dizemos que aquela atitude é politicamente incorreta.
É interessante como resolvemos as coisas e estabelecemos norma de conduta que mesmo sendo errado, não acusamos ninguém de está errado. Dizemos apenas que aquela atitude é politicamente incorreta. Isso para não dizer que tal pessoa está errada.
Nosso jeito de ser se espalhou pela sociedade a ponto de arrumamos até um jeito novo de criticar as pessoas. A nossa maneira de resolver as questões do pais também se transformou e tudo é disfarçado, camuflado e até escamoteado para não bater de frente com determinado conceito.
É assim para denominar pobre, rico, favelado, desabrigado e mendigos. Nunca ofendemos ninguém e nunca ninguém nos ofende. Todos tem razão e todos tem perdão. E para tudo se arruma uma maneira de criticar, protestar, reivindicar enfim nada escapa do nosso jeitinho de ser.
Para o político corrupto que não é preso, dizemos que impera a impunidade. Para o ladrão de galinha arrumamos a prestação de serviço à comunidade e para o traficante, assaltante, vigarista de toda espécie estabelecendo punição de acordo com a gravidade, mas nunca uma pena tão pesada.
Nunca guerreamos com nenhum país, somos uma nação de paz, todos são bem vindos e quando existem imigrantes ilegais, logo arrumamos uma maneira de legalização a situação do indivíduo.
É assim que o Brasileiro vive e convive com a nossa maneira de ser que denominamos “jeitinho Brasileiro.” Certamente o assunto determina um argumento maior. Mas vou ficar por aqui porque eu não sou de ferro. Daqui a pouco tem futebol. Mas uma maneira que temos para esquecer as mazelas do nosso país e ser feliz.
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