O lixo tecnológico já é uma preocupação de governos, ambientalista e porque não dizer de toda sociedade. São resíduos de toda natureza, garrafas pets, sacolas plásticas, vasilhames e outros produtos comercializados indiscriminadamente pelo Brasil afora. No início do ano estive em um das praias do Ceará, bem no interior mesmo e vi pessoalmente o lixo jogado na areia, sem que nenhuma autoridade daquela região se preocupasse com a coleta daquele lixo.
Imagino que em outros lugares, Brasil afora, maranhão, acre, enfim em todo Brasil esteja ocorrendo o mesmo desmando contra a natureza. Nas grandes cidades até existe uma coleta de reciclados por catadores de sucata. No entanto, esse serviço deveria ser organizado por governantes, na medida em que é ele quem autoriza a entrada desse lixo no país e é ele que recebe os impostos provenientes desses produtos.
Já existem iniciativas para recolher as baterias de celulares, pilhas, enfim produtos extremamente tóxicos para o meio ambiente. No entanto, nas pequenas cidades, interior do país o recolhimento de alguns materiais fica inviável financeiramente.
Em Pedreiras, no Maranhão, aonde vou constantemente, vende-se uma agulha e o comerciante coloca na sacola plástica. Depois essa mesma sacola vai para o lixo sem que ninguém se importe quanto tempo essa sacola vai precisar para se decompor.
Em um ano não se via pet no comercio, porém no ano seguinte era a moda da vez. Esse lugar não existe sucateiro, reciclagem de nada, o que existe é só consumo indiscriminado. Rogo pra que alguma autoridade estabeleça leis para o envio desses produtos para o interior do país. Determine que o comerciante, o atacadista que comercializar esses produtos, sejam responsáveis pelo recolhimento das embalagens, determine que o Prefeito local faça reciclagem e coleta seletiva.
Tenho também que elogiar algumas iniciativas no sentido contrário. Aqui mesmo na grande São Paulo, algumas cidades já tem coleta seletiva, alguns restaurantes, shopping e isso já é uma evolução substancial.
Na capital de São Paulo ainda não existe coleta seletiva, pelo menos no meu bairro. Recursos já foram gastos em ouras prioridades quando era para esse fim. No governo da Marta até foi estabelecida uma taxa para esse fim.
O lixeiro passa recolhendo todo lixo, misturando garrafa, sacolas, material orgânico, fazendo uma salada dos horrores no caminhão. Não adianta a população separar o lixo como faço todo dia que na rua tudo é jogado em único lugar.
Sugiro que a coleta seja por ordem de produtos. Em um dia recolhe-se só lixo orgânico, noutro só reciclável. Assim a população vai se familiarizando com o sistema e colaborando com a reciclagem desse lixo.
O meio ambiente pede socorro! São enchentes, desmoronamentos, queimadas, catástrofe de toda ordem, só não enxerga quem prefere empurrar o problema com a barriga. Em 1979, quando não se falava em ecologia, eu fiz um poema resultando o problema do rio Tietê. Naquela época eu era apenas um adolescente, hoje percebo que o tempo passou e o que eu via naquela época só piorou.
Alerta é geral: vamos consumir menos, reciclar mais, organizar nossa coleta e não jogar em qualquer lugar nosso lixo. Atenção! Conto com todos meus amigos! Um abraço a todos.